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July 31, 2006

Ok, chega

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Perdi toda a paciência que tinha com Israel. Sempre defendi a tolerância e entendia a situação de lá como reflexo de um conflito interno de tendências distintas entre os israelenses e, embora não visse uma solução no médio-prazo, achava que, até certo ponto, tratava-se de uma espécie de guerra civil. Mas não. Terrorismo covarde, assassino, burro e traidor de Estado, isso é o que pauta a atitude israelense no mundo.

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As táticas de guerra covarde que eles usam levam inexoravelmente a matanças de pessoas que não têm nada a ver com essa babaquice. E sempre, ao matar civis, o argumento é de que “o local era usado como base de lançamento de mísseis”, ou “abrigavam terroristas”. Se os atentados da Al-Qaeda justificaram as guerras contra o Afeganistão e o Iraque para os EUA, caíram como um doce no colo de Israel, que agora justifica TUDO o que faz com base na proteção contra o terrorismo.

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E quais serão os próximos passos? É evidente que Israel sabe que haverá muito mais retaliações a partir de agora. Mais atentados, mais homens-bomba. Tudo indica que a última coisa que eles querem é a paz. É só ver a reação das famílias cujas crianças foram assassinadas e os jovens que perderam os parentes. A cada bomba lançada por Israel, nascem uns 40 homens-bomba.

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Como é óbvio que os israelenses sabem disso, por que essa atitude? Na minha opinião, a intenção é piorar tanto, aumentar tanto a crise, de forma que se justifique a eliminação dos Estados inimigos.

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E pro inferno também a imprensa americana, que transforma essas guerras em um jogo de videogame, com transmissões emocionantes cheias de efeitos especiais e maquinarias de última tecnologia e não mostra o resultado real disso tudo.

Comments 3 Comments | Categories: Política | Autor: inaciog




July 11, 2006

Quiz musical pessoal

Encontrei isso no last.fm, não resisti, e fiz:

Coloque seu player no modo shuffle. Coloque as primeiras 40 músicas que aparecerem. Você pode repetir artistas, se quiser. Responda então às perguntas abaixo.

1. The Strokes – Razorblade (3:30)
2. Metallica – The God That Failed (5:08)
3.
Morcheeba – Let Me See (4:21)
4. Skank – Um Segundo (4:04)
5. Os Tribalistas – Um a Um (2:41)
6. Radiohead – Radiohead – Vegetable (3:12)
7. jorge ben – país tropical (7:38)
8. Paralamas do Sucesso – 07 – Ao acaso – Paralamas do S (3:51)
9. Madonna – Hung Up (5:36)
10. Gilberto Gil – Esotérico (5:17)
11. Frank Sinatra – Once I Loved (O Amor En Paz) (2:36)
12. Suzanne Vega – big space (3:47)
13. Egberto Gismonti – Mais Que a Paixao (4:42)
14.
Jack Johnson – Banana Pancakes (3:11)
15. Ray Charles – Sorry Seems To Be The Hardest Word (with Elton John) (3:56)
16. Faith No More – Evidence (4:54)
17. Fernanda Porto – 13 tempo pra tudo (5:37)
18. Thievery Corporation – The State of the Union (4:28)
19. Radiohead – Radiohead – How Do You Do? (2:12)
20. Chico Buarque – Sem Voce (2:59)
21. Primal Scream – The Lord Is My Shotgun (4:05)
22. Thievery Corporation – The Time We Lost Our Way (featuring Loulou) (2:58)
23. Elis Regina – Ponta de Areia (2:57)
24. Marisa Monte – Quem Foi (2:40)
25. System of a Down – Old School Hollywood (2:56)
26. Boards of Canada – Pete Standing Alone (6:07)
27.
Marisa Monte – Pra Ser Sincero (2:54)
28. Chico Buarque – Sempre (2:32)
29. Lost In Translation – Phoenix – Too Young (3:18)
30. Cartola – Ensaboa Mulata (3:26)
31.
Morcheeba – Who Can You Trust (8:58)
32. Madonna – skin (6:21)
33. suba – felicidade (juryman mix) (3:55)
34. Quincy Jones – The Spell You Spin (the Web You Weave) (2:36)
35. Garbage – Shut Your Mouth (3:28)
36. João Gilberto – Eclipse (3:04)
37. Massive Attack – Protection (7:45)
38. Caetano Veloso – Shy Moon (4:19)
39. Madonna – mer girl (5:33)
40. Metallica – Last Caress/Green Hell (3:29)

Perguntas:

1. Que música você prefere, #1 ou #40?
Da #1. A #40 é mais suja, menos elaborada, e eu acho meio bizarre Metallica tocando punk.

2. Você já ouviu a #12 repetindo continuamente?
Não. Mas Suzanne Vega eu ouço repetidamente constantemente e felizmente!

3. De que album é a #26?
Music hás the Right to Children. Nome legal. Álbum também.


4. O que você acha do artista que fez a #15?
Cara muito interessante. Tem uma ginga e um sentimento refinados. Saiu lá de baixo, teve altos e baixos na vida, enfim, viveu, e talvez tenha ouvido mais do que nós vemos normalmente.
5. A #19 é uma das suas preferidas?
Não. Não é ruim, mas medíocre perto do resto que eles fizeram…

6. De quem a #38 te lembra?
Da minha mãe. Ela me deu esse disco (LP) quando eu tinha uns 5 anos, e eu ficava ouvindo direto na minha vitrola do Mickey…

7. O que a #20 tem de melhor: letra ou música?
Fácil: letra. O grande mestre das letras brasileiras. Salve.

8. Algum de seus amigos gosta da #3?
Provavelmente todos para quem eu apresentei o Morcheeba.

9. A #33 é trilha Sonora de algum filme?
Não que eu saiba, mas tem jeito de trilha.

10. A #18 é muito tocada no rádio?
Ouço pouco rádio, mas acho bem pouco provável.

11. Do que a #21 te lembra?
De alguma festa modernosa com um DJ meio sem noção.

12. Que música você prefere, #5 ou #22?
Fácil, a #22. Uma das primeiras do Thievery que eu ouvi. Muito gostosa.

13. De que album a #17 é?
Do primeiro da Fernanda Porto.

14. Quando você ouviu a #39 pela primeira vez?
Faz tempo… Eu comprei esse disco quando foi lançado. Nem lembro quando, se bobear em 1900 e bolinha…

16. De que gênero é a #8?
Uma mistura de pop-rock brasileiro com reggae

17. Algum de seus amigos gosta da #14?
A Fabiana gosta bastante, e ela que me apresentou o Jack Johnson.

18. De que cor te lembra a #4?
Vai parecer estranho, mas luz negra, em uma baladinha meio vazia.

19. Você já colocou a #11 no ultimo volume no seu som?
Não, acho que não tem nada a ver…
20. De que gênero é a #37?

Deve ser um lounge indie…

21. Você consegue tocar a #13 em um instrumento?

Não, mas a levada do piano parece comum…

22. Qual o seu verso favorito da #30?

A roupa um tantão assim Dinheiro um tiquinho assim…
23. Qual a sua parte da letra favorita da #23?
Maria fumaça não canta mais
Para moças flores janelas e quintais

24. Você recomendaria a #24 para seus amigos?
Não se eu tivesse outras da Marisa Monte pra recomendar.

25. A #2 é uma boa para dançar?
Hmmm… Só pra chacoalhar a cabeça…

26. Você já ouviu a #16 no rádio?
Sim! Nessa época eu ouvia bastante rádio.

27. A #32 é uma música mais “do dia” ou “da noite”?
Da noite, com certeza…

28. A #36 tem algum significado especial para você?
Não. Nunca ouvi muito João Gilberto. Depois de ler o Noites Tropicais resolvi ouvir um pouco mais.

29. Algum dos seus amigos gosta da #31?
Ficou repetida a pergunta! Não sei se especificamente essa (é meio lentinha), mas Morcheeba sim.

30. A #25 é uma música rápida ou lenta?
Beeeeeeem rápida

31. A #35 é uma música feliz ou triste?
Hmmmmm…. Acho que tá mais pra triste, apesar de não ser lenta.

32. Qual é a melhor parte da letra da #9?
Those who run seem to have all the fun
I’m caught up
I don’t know what to do


33. A #34 é melhor para ouvir sozinho ou com amigos?
De fundo para uma festinha em casa

34. Quando você ouviu pela primeira vez a #27?
Recentemente, claro, mas bem depois de ter baixado. Eu estava mais ligado no “Universo ao meu redor”, mas agora tou ouvindo melhor esse.

35. Coloque outras 3 músicas do artista que fez a #29.
Do Phoenix? Eu nem sabia que esse era o nome da banda, só que era da trilha do Lost in Translation. Vou colocar do disco: Alone in Kyoto, Girls e Kaze Wo Atsumete

36. Você sabe de cor a letra da #6?
Nem um pouco…

37. O que é melhor na #28, letra ou música?
Incrível, de novo pergunta repetida para o mesmo artista. Letra, claro.

38. De que album é a #10?
Gilberto Gil Unplugged

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June 12, 2006

USP em greve: funcionários cada vez mais dispensáveis

Semana passada começou a já tradicional greve quase-anual dos funcionários da USP. Na entrada da faculdade a placa dizia em letras garrafais: USP EM GREVE. O fato, porém, é que mal se nota diferença na universidade. As aulas continuam, as salas abertas, as faculdades tão cheias quanto o normal. O que faz falta mesmo é o bandejão (apesar de que o da química, que é terceirizado, parece que continua funcionando).
Imagino que há alguns anos uma greve de funcionários nas universidades praticamente paralisava as atividades da mesma. Porém, com a freqüência anual das greves, a universidade foi se adaptando cada vez mais à falta desses funcionários, e cada vez mais serviços essenciais, como segurança, vão sendo terceirizados.

Ou seja, essa dinâmica em que a universidade pública está, de greves constantes, está tendo um efeito bem diferente do almejado pelos funcionários. Os sindicatos, atrasados e enferrujados, estão mais preocupados em se colocar em evidência para seus sindicalizados do que de fato ajudando-os. E estão fazendo o “serviço neoliberal terceirizador da reitoria” eles mesmos.

Concordo que a terceirização tenha efeitos negativos, como redução do nível salarial, mas também acredito que, diante da falta de verbas e mudanças nas relações trabalhistas, uma atitude menos conservadora, míope e egoísta dos sindicatos seriam fundamentais, mudando o tipo de relação que mantêm com a reitoria.

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June 8, 2006

Equilíbrio, ciclo e caos em sistemas complexos

Desde minha passagem pela economia, a existência ou não de equilíbrio em um sistema foi talvez a minha maior dúvida e interesse. No estudo da economia, em geral parte-se do pressuposto de que as variáveis sendo analisadas sempre alcançarão, no longo-prazo, um valor fixo ou, no máximo, formaria um ciclo em volta de um ou mais ponto. Por exemplo, dado um certo modelo para o valor da taxa de câmbio, mantendo-se todas as variáveis externas ao modelo constantes, no longo-prazo o valor da taxa convergirá para um valor X, ou poderá oscilar em volta de um valor Y.

O problema é que, quanto mais complexo o modelo, mais difícil é impor que isso ocorra. Você tem que montar suposições cada vez mais fortes sobre o sistema, para que o mesmo apresente equilíbrio ou ciclo no longo-prazo. Se essas suposições não fossem feitas, o sistema teria um comportamento explosivo, levando-o a uma situação impossível.

Para mim isso não fazia sentido. A consequência é que acreditar que as relações que regem um determinado fenômeno real sejam complexas, e ao mesmo tempo acreditar que o mesmo converge para um equilíbrio equivale a acreditar no sobrenatural. Sim, porque a consequência dessas duas características em um modelo matemático resulta em restrições fortíssimas sobre os parâmetros do sistema. Caso essas restrições não sejam atendidas, o sistema “explode”. Ou seja, é como se andássemos o tempo todo no fio da navalha de olhos vendados, e nunca caíssemos nem ao menos nos desequilibrássemos.

Os sistemas complexos, os modelos multiagentes pareciam um esboço de uma solução. Na verdade o que ocorre não são ciclos ou equilíbrios. São forças distintas, interagindo entre si e influenciando todos os elementos, a cada hora de uma forma diferente. Os comportamentos seriam muito mais dinâmicos, diferentes. Não haveria um equilíbrio, mas sim forças que se complementam e se anulam em momentos diferentes. Parecia a solução.

Mas hoje me ocorreu uma idéia que, posso dizer, abalou minha fé um pouco. Na verdade, me acordou da ingenuidade. A idéia foi simples: em um sistema multiagente, podemos definir um “estado” como sendo o conjunto de características de todos os agentes em um dado instante. Por exemplo, se nosso sistema é composto por agentes caracterizados pelo nome, idade e pela rede de amigos, um registro do tipo ( (inacio,26,[fulano,beltrano]), (fulano,22,[beltrano]), (beltrano,25,[fulano,inacio])) seria um estado. Se o estado a ser alcançado depende apenas do estado anterior (algo até razoável de se pensar), e se supusermos que o mundo é discreto, e não contínuo (o que eu também acredito ser o razoável), temos que, por mais que o número de estados possíveis seja bem grande, uma hora ou outra, o sistema vai voltar a um estado já visitado. Assim, a partir daí haveria uma repetição, ou seja, um ciclo.

Se qualquer uma das duas suposições for descartada, podemos ter infinitos estados, ou caminhos infinitos. Mas para isso, temos que ter uma das seguintes hipóteses sobre o universo:

  • Se supusermos que o mundo é contínuo, e não discreto, por tabela acreditamos que o universo é infinito (não sei se existe prova para isso, mas para mim parece razoável pensar que se pudermos analisar qualquer coisa em níveis infinitamente microscópicos, então é razoável supor que podemos estar no meio do caminho entre “o macro e o micro”. Como consequência, viria a infinitude do universo
  • Se supusermos que dado um estado anterior podemos alcançar mais de um estado diferente, significa acreditar que não basta a descrição (por mais completa que seja), da realidade para saber o que ocorrerá, pois a “escolha” dos processos que regem a passagem de um estado para o outro está em algum “outro lugar”. Seria algo como “acreditar em deus, espíritos, essas coisas”

Ou seja, são perguntas para as quais não temos resposta (ao menos por enquanto).

E, por consequência, os “sistemas complexos” não passam de um jeito muito mais complicado de chegar à mesma conclusão: equilíbrios e ciclos.

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May 27, 2006

Michael Jackson

Existe na atualidade figura mais bizarra, assustadora e deprimente que o Michael Jackson?

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O futuro da polícia paulista

Desde os ataques do PCC, a polícia paulista tem mudado de atitude. Blitzes, arma sempre na mão, alguns de metralhadora.

Lembro que, quando os ataques estavam a toda, um representante dos cabos e soldados da PM de São Paulo deu entrevista falando que era “um absurdo eles enfrentarem os bandidos com apenas uma 38 ou uma automática”.

Sinceramente, toda vez que visito o Rio de Janeiro (cidade onde nasci, e que amo e admiro), fico realmente mal quando vejo a polícia. Blitzes em tudo quanto é lugar, com uns trabucos na mão. Uma sensação de guerra, embora nunca tenha presenciado nada que justificasse. Isso sem contar no “caveirão”, aquele quase-tanque blindado preto assustador andando pela cidade.
Pois bem, tudo indica que esse vai ser o caminho a ser seguido pela polícia paulista. Hoje vi uma blitz, e o policial estava de metralhadora na mão. Na frente de todo posto ou quartel de polícia, barricadas (ou sei lá qual é o nome daquilo). Foi inaugurada a temporada sem fim de sensação de guerra na cidade, mesmo que sem justificativa. E aguardem respostas dos criminosos com armamentos mais impressionantes.

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May 24, 2006

Interagindo na porrada

Este vídeo mostra um “hack” que fizeram no MacBook Pro, se aproveitando do fato de ele ter um acelerômetro dentro dele.Eu acho que a indústria de informática tem andado mesmo muito acomodada e pouco criativa. Porém, iniciativas como o Nintendo Wii, que é um novo video-game que usa esse tipo de tecnologia (você, por exemplo, joga um jogo de tênis simulando uma raquetada com o controle), devem mudar um pouco a coisa, espero, colocando mais movimento, diversão e inovação na nossa vida “tecnológica”.

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May 23, 2006

Contabilizando os ganhos da pirataria

Notícia do IDG Now:

Perdas com software pirata atingem US$ 34 bi

A minha pergunta é: e quais foram os ganhos?

Se o uso desses softwares representam um ganho de produtividade tão grande quanto anunciam as propagandas da Microsoft, Sun, IBM, etc, imagino que o saldo seja altamente positivo.

Segundo a notícia, os maiores pirateadores foram Vietnã (90%), Zimbabwe (90%), China (86%) e Paquistão (86%), e os menores, Estados Unidos (21%), Nova Zelândia (23%), Áustria (26%) e Finlândia.

Porém segundo o CIA World Factbook,  o Vietnã cresceu 8.4%, a China 9.3% e o Paquistão 7.8% (o Zimbabwe caiu 7%, mas vou considerar um outlier devido à situação política de lá).

Estados Unidos cresceu 3.5%, Nova Zelândia 2.5%, Austria 1.8% e Finlândia 2.2% (todos dados de 2005).

Óbvio que provavelmente não há nenhuma relação causa-consequência aí, mas no mínimo mostra que talvez a pirataria de software tenha algum papel no catching-up dos países subdesenvolvidos.

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May 22, 2006

De virada

Das 18h deste sábado passado às 18h de domingo rolou em São Paulo a Virada Cultural. Idéia muito boa, não sei se original em termos mundiais, que promove durante um fim-de-semana 24h de atrações culturais pela cidade inteira. E, como é de se esperar para uma cidade que quer recuperar a vida do seu centro, grande parte das atrações se passaram por lá. Show dos Mulheres Negras (“depois de 15 anos congelados”, segundo eles), Skowa e a Máfia, Cordel do Fogo encantado, etc. Atrações de alta qualidade de graça espalhadas pelo centro.

Sinceramente, fiquei com uma emoção especial vendo o centro da cidade cheio de gente às 2h da manhã, em um clima de tranquilidade e, diria, felicidade. Meus sonhos “urbanístico-sociais” se realizaram uma vez em um ano.

(P.S.: Vou ver se começo a escrever posts mais curtos. É difícil, mas por querer escrever algo mais completo acabo por não escrever…)

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May 11, 2006

Transparência

Lembro bem que no governo FHC, se bobear no primeiro mandato ainda, foi lançada a idéia do Portal Brasil Transparente. Veio no embalo da Lei de Responsabilidade Fiscal. Até o fim do segundo mandato de FHC qualquer um teria acesso às despesas do governo federal pela Internet. Achei a idéia fantástica, e acompanhei desde o começo. O site era www.brasiltransparente.gov.br.

Pois bem, o portal durou no máximo um ano, com meia dúzia de informações. Desapareceu sem nenhuma desculpa nem nada. Isso porque o PSDB adora vir com aquele papo de eficiência e transparência.
Agora nesses dias descobri que a idéia voltou, e dessa vez, finalmente, com bastante informação. http://www.transparência.gov.br. Tá tudo lá, e em níveis de detalhe que eu nem esperava. Tem até o nome de beneficiários de bolsas do CNPq, etc. Ponto para o governo atual.

Comments Comments | Categories: Política | Autor: inaciog




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