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	<title>Na Estrada e ao Vento &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Correndo para o futuro, mas apreciando a calmaria</description>
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		<title>Pela ciência open-source</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Nov 2006 04:52:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual é a real beleza da foto acima (roubada de optik)? Certamente não são as cores isoladamente, mas sim essa mistura rica e caótica de cores, que dá um efeito tão agradável e provocador da imaginação. Pessoas diferentes vêm formas diferentes. Tudo isso devido à mistura e a interação entre as cores. O mesmo ocorre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img id="image134" alt="262864845_979e65a6c3.jpg" src="http://www.nacio.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/11/262864845_979e65a6c3.jpg" /></p>
<p>Qual é a real beleza da foto acima (roubada de <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/optick/262864845/">optik</a>)? Certamente não são as cores isoladamente, mas sim essa mistura rica e caótica de cores, que dá um efeito tão agradável e provocador da imaginação. Pessoas diferentes vêm formas diferentes. Tudo isso devido à mistura e a interação entre as cores.</p>
<p>O mesmo ocorre com a ciência. Diferentes pensamentos, nas mais distintas tonalidades, são criados, se desenvolvem e interagem entre si, na tentativa de montar um quadro melhor do mundo e unverso em que vivemos. Mas para que isso ocorra de verdade, a interação, replicação e mistura devem estar presentes, de forma que o estudo de uma pessoa interaja e influa outros que vierem.</p>
<p>E nesse quesito a internet fez uma verdadeira revolução. Hoje você tem acesso (infelizmente não todos) a décadas de publicação científica à distância de uma busca. Um trabalho feito na Tailândia pode servir de base a uma tese no Brasil, um experimento feito nos Estados Unidos pode ser comparado a um semelhante feito na Russia sem nenhuma dificuldade. A redundância nos trabalhos feitos diminuiu, pois se alguém já fez ou está fazendo o que se pretende, pode-se mudar o enfoque e enriquecer a ciência.</p>
<p>O problema das publicações científicas, no entanto, é que em geral elas não dão dados suficientes para a replicação do que foi feito, e muitas vezes isso nem é por culpa dos autores, mas devido à falta de espaço. Outros, no entanto, se aproveitam desse fato para divulgarem resultados &#8220;adaptados&#8221; à realidade desejada. E o argumento geral é que não haveria espaço para divulgar os enormes pormenores da pesquisa.</p>
<p>Pois bem, anos passaram, a internet é uma realidade há um bom tempo. Hoje em dia, ao entrar na página de um pesquisador, você em geral tem acesso a todos os artigos escritos por ele. Poucos, no entanto, disponibilizam as ferramentas e dados para que os experimentos sejam replicados ou alterados.</p>
<p>Esse deve ser o próximo passo. A ciência open-source. Não apenas os artigos resumidos devem ser disponibilizados, mas sim todos os dados necessários para a verificação do trabalho, e, principalmente, a utilização rápida e segura desse trabalho como base. Espaço não falta mais. Os artigos deveriam ter sempre o endereço na internet onde o leitor poderia obter todas as informações, dados, programas, etc, para utilizá-lo como base.</p>
<p>Acredito fortemente que esse é o caminho certo. A última coisa que a ciência pode fazer é guardar segredos. E sua riqueza aumenta conforme a comunicação, a interação e a incorporação aumentarem também.</p>
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		<title>De graça é melhor</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Aug 2006 02:08:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Matéria publicada no Correio Braziliense de 2 de Agosto de 2006: &#8220;É bom,muito bom para ser verdade”, pensou o engenheiro carioca Inácio Gerberoff, 26 anos, quando se deparou com o endereço www.hospitalityclub.org.Mesmo em tempos de real valorizado, ir para o exterior é caro para os turistas brasileiros. E num mundo capitalista a idéia de viajar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria publicada no Correio Braziliense de 2 de Agosto de 2006:</p>
<blockquote><p>&#8220;É bom,muito bom para ser verdade”, pensou o engenheiro carioca Inácio Gerberoff, 26 anos, quando se deparou com o endereço www.hospitalityclub.org.Mesmo em tempos de real valorizado, ir para o exterior é caro para os turistas brasileiros.</p>
<p>E num mundo capitalista a idéia de viajar e não ter que pagar pela hospedagem — que corresponde em média a um terço do orçamento — é muito convidativa, ou, mais precisamente, quase surreal. Mas para quem já descobriu a mina, não ter que pagar por hotéis e albergues torna o sonho de dar a volta ao mundo com a mochila nas costas e sem prata no bolso real. Mais do que gratuito, o jeito de viajar sendo recebido por nativos, em suas casas, é uma filosofia de vida que tem se espalhado ao redor do globo com a ajuda da internet. Ver o lugar que se visita com os olhos de seus próprios habitantes é, para os adeptos da modalidade, muito mais importante do que não pagar hotel. “A experiência muda completamente. Você tem uma imersão na cultural local, e isso não tem preço”, explica Karina Galindo, estudante que falou com o Correio da Tunísia, onde deve passar duas semanas.</p>
<p>A estudante já conheceu 15 países, no norte da África e na Europa, hospedando-se na casa de usuários do Hospitality Club. Mas além dessa comunidade, há outras com a mesma filosofia: hospedar e ser hospedado ao redor do mundo. “Dar e receber é o que faz o sistema funcionar”, explica no site Adam Staines, australiano de 24 anos que fundou o www.globalfreeloaders.com. Mesmo que a maior parte dessas comunidades não tenha regras explícitas ou não imponha aos usuários nenhuma obrigação, o acordo tácito entre os usuários é o de retribuir o que os anfitriões fizeram por você, hospedando os demais integrantes do site. Com Inácio, a experiência de hospedar um casal de franceses veio antes de ficar na casa de alguém. “Foi muito interessante. Morava numa república e tive que convencer meus amigos a recebê-los. A experiência foi ótima, meus amigos adoraram e depois hospedei mais um casal da Alemanha, sem oposição nenhuma dos colegas”, explica.<br />
A retribuição veio meses depois, quando viajou para um congresso na Europa e conseguiu um anfitrião em Amsterdã, na Holanda, onde passou cinco dias. “Fiquei impressionado. Dormi num quarto confortável, ele me emprestou a chave de sua casa e até sua bicicleta”, conta. Inácio ainda se corresponde por e-mail com ele e com os casais de alemães e franceses que ficaram na sua casa no Brasil. “Em retribuição pela excelente recepção, deixei meu quarto impecável e comprei<br />
um presente para ele”, completa.</p>
<p><strong>Perfil compatível</strong><br />
Nem tudo são flores no negócio de ficar hospedado de graça no exterior. No fórum do site www.freeloaders.com.br estava lá, em letras garrafais, um testemunho de um anfitrião que ficou chateado com a cara-de-pau de um hóspede. “Ele me pediu para que eu o pegasse no aeroporto, e disse que preferia usar minha toalha e não a dele. Chegou sem saco de dormir e me tratou com uma enorme falta de consideração e realmente agiu como se a minha casa fosse um hotel gratuito. Nunca o hospedaria de novo”, reclamou o usuário.</p>
<p>Para evitar decepções, o ideal é checar o currículo do candidato a hóspede antes de dizer sim. “É importante dar uma olhada no perfil dele e nos testemunhos que escrevem sobre ele no site”, aconselha Inácio. É possível que por meio de uma simples análise do perfil, seja possível identificar os espertinhos que estão interessados apenas em se aproveitar da solidariedade alheia.</p>
<p>Ele já chegou a recusar dois hóspedes por achar que o perfil não combinava com o dele. “Um dos candidatos disse que adorava futebol e queria experimentar isso no Brasil. Como eu sou péssimo no esporte, achei que não valia a pena”, explica o engenheiro, que tem cadastro em pelo menos cinco comunidades virtuais do gênero.</p>
<p>A preocupação com a segurança não foi um grande problema para Inácio ou Karina. “Não temos como saber nem se um amigo íntimo está falando a verdade, que dirá uma pessoa que nunca vimos. Mas prefiro dar um voto de confiança. O clichê todo mundo é inocente até que se prove o contrário é bastante válido nessas horas”, teoriza Karina. Apesar de baseados muito mais na confiança, os sites adotam alguns procedimentos de segurança. O Hospitality Club, por exemplo, exige número do passaporte no cadastro e os anfitriões são orientados a conferir o<br />
documento dos hóspedes no momento da chegada.</p></blockquote>
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		<pubDate>Sun, 28 May 2006 07:48:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe na atualidade figura mais bizarra, assustadora e deprimente que o Michael Jackson?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Michael Jackson" id="image107" src="http://www.nacio.com.br/blog/wp-content/uploads/2006/05/michael_jackson_vma_japao_f_003.jpg" /></p>
<p>Existe na atualidade figura mais bizarra, assustadora e deprimente que o Michael Jackson?</p>
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		<title>O futuro da polícia paulista</title>
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		<pubDate>Sun, 28 May 2006 07:38:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde os ataques do PCC, a polícia paulista tem mudado de atitude. Blitzes, arma sempre na mão, alguns de metralhadora. Lembro que, quando os ataques estavam a toda, um representante dos cabos e soldados da PM de São Paulo deu entrevista falando que era &#8220;um absurdo eles enfrentarem os bandidos com apenas uma 38 ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde os ataques do PCC, a polícia paulista tem mudado de atitude. Blitzes, arma sempre na mão, alguns de metralhadora.</p>
<p>Lembro que, quando os ataques estavam a toda, um representante dos cabos e soldados da PM de São Paulo deu entrevista falando que era &#8220;um absurdo eles enfrentarem os bandidos com apenas uma 38 ou uma automática&#8221;.</p>
<p>Sinceramente, toda vez que visito o Rio de Janeiro (cidade onde nasci, e que amo e admiro), fico realmente mal quando vejo a polícia. Blitzes em tudo quanto é lugar, com uns trabucos na mão. Uma sensação de guerra, embora nunca tenha presenciado nada que justificasse. Isso sem contar no &#8220;caveirão&#8221;, aquele quase-tanque blindado preto assustador andando pela cidade.<br />
Pois bem, tudo indica que esse vai ser o caminho a ser seguido pela polícia paulista. Hoje vi uma blitz, e o policial estava de metralhadora na mão. Na frente de todo posto ou quartel de polícia, barricadas (ou sei lá qual é o nome daquilo). Foi inaugurada a temporada sem fim de sensação de guerra na cidade, mesmo que sem justificativa. E aguardem respostas dos criminosos com armamentos mais impressionantes.</p>
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		<title>Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Feb 2006 16:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Preconceito é sempre besta, aliena e termina em saldo negativo. É realmente incrível como isso pode ser aplicado a todas as formas de preconceito. Em termos efetivos, o Rio de Janeiro é menos violento que São Paulo. É só ver o ranking da Unesco de taxa de homicídio: em 1991, São Paulo era a capital [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preconceito é sempre besta, aliena e termina em saldo negativo. É realmente incrível como isso pode ser aplicado a todas as formas de preconceito.</p>
<p>Em termos efetivos, o Rio de Janeiro é menos violento que São Paulo. É só ver o <a target="_blank" href="http://www.atequando.com.br/atequando_nova_arquivos/estatisticas_arquivos/violencianobrasil_Estadao.htm">ranking da Unesco de taxa de homicídio</a>: em 1991, São Paulo era a capital mais violenta do país. O Rio estava em sexto. Em 2000, São Paulo passou ao terceiro lugar, com o Rio ficando em quarto.</p>
<p>Ontem mesmo aconteceu um show de graça na praia de Copacabana, com 2 milhões de pessoas assistindo. O que mais aconteceu mesmo foi uma <a target="_blank" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u118483.shtml">bebedeira geral</a>. Nenhuma ocorrência grave. Pois bem, no Claro que é Rock, aqui em São Paulo, 30 mil pessoas, show caro e, só porque o policial me falou, soube que &#8220;rolou tiro&#8221;, e uma menina foi pro hospital em estado grave.</p>
<p>Ah, outra coisa. Quer que os argentinos te achem o máximo? É só falar que é brasileiro.</p>
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		<title>Notícia que vai mudar o mundo</title>
		<link>http://www.nacio.com.br/blog/2006/02/11/noticia-que-vai-mudar-o-mundo/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Feb 2006 22:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Na linha do Kibe Loco: Fundador do Google tem cartão de crédito recusado e acaba tendo que usar o outro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na linha do <a href="http://kibeloco.blogspot.com">Kibe Loco</a>:</p>
<p><a target="_blank" href="http://news.scotsman.com/index.cfm?id=179582006">Fundador do Google tem cartão de crédito recusado e acaba tendo que usar o outro</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A segurança da urna eletrônica</title>
		<link>http://www.nacio.com.br/blog/2004/10/19/a-seguranca-da-urna-eletronica/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2004 19:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inacio Guerberoff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo turno chegando, e dessa vez vou votar de verdade (fiz uma broxante justificativa no primeiro turno esse ano). Um assunto que sempre me interessou, desde o começo, é a segurança e o funcionamento da urna eletrônica. O pontapé inicial para meu interesse foi este e-mail do meu professor de computação na Unicamp Jorge Stolfi, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo turno chegando, e dessa vez vou votar de verdade (fiz uma broxante justificativa no primeiro turno esse ano). Um assunto que sempre me interessou, desde o começo, é a segurança e o funcionamento da urna eletrônica. O pontapé inicial para meu interesse foi <a href="http://www.dcc.unicamp.br/~stolfi/urna/01-responsabilidade-ic.html">este e-mail</a> do meu professor de computação na Unicamp Jorge Stolfi, onde ele questiona um relatório feito por colegas da faculdade que supostamente certificam a segurança do sistema. Para piorar a situação, ao que tudo indica foi aprovada <a href="http://www.dcc.unicamp.br/~stolfi/urna/AlertaPL1503/2003-09-18-DelPicchia.html">uma lei</a> que transforma a &#8220;caixa preta&#8221; da urna eletrônica em um verdadeiro buraco negro (o Stolfi tem <a href="http://www.dcc.unicamp.br/~stolfi/urna/">uma página sobre o assunto</a>). Em uma das mensagens ele reativa a memória tão curta que temos sobre tudo:</p>
<blockquote><p>
Nenhum sistema informatizado é imune à fraude, especialmente a ataques<br />
internos, como sucedeu em julho de 2000 com o Painel Eletrônico do Senado,<br />
fato que levou à renúncia de dois senadores. A única proteção possível é um<br />
projeto cuidadoso que atenda aos requisitos de segurança, e à possibilidade<br />
de auditorias dos programas, dos procedimentos e dos resultados.</p></blockquote>
<p>Bom, o TSE mandou fazer <a href="http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&amp;subject=1&amp;content=downloads&amp;id=51">mais um relatório</a> em 2002 sobre a segurança da urna eletrônica, feito por Jeroen van de Graaf e Ricardo Felipe Cust odio, professores da UFMG e UFSC, respectivamente. Destaco aqui alguns pontos interessantes do relatório:</p>
<blockquote><p>(&#8230;)A segurança e corretude dos programas usados na urna baseia-se em confiar na boa fé dos técnicos do TSE.</p>
<p>(&#8230;)Portanto, no fundo a integridade dos programas e dados usados na urna baseia-se na boa fé dos funcionários eleitorais.</p>
<p>Os cartões de memória flash passam pelas mãos de milhares de pessoas, e são uma tecnologia que não fornece nenhuma proteção física contra modificações. Desconhecemos as proteções l ógicas que poderiam ter sido incorporadas, mas estamos céticos em relação a qualquer tipo de proteção feita em software, por acreditarmos que esta sempre pode ser comprometida.</p>
<p>(&#8230;)um programa que troca o código da tecla pressionada por um outro código poderia ocasionar que a urna mostrasse a foto de um candidato diferente daquele escolhido pelo eleitor. Assim, um possível ataque poderia ser mostrar a foto do candidato escolhido pelo eleitor, mas ter o voto contabilizado para um candidato diferente.</p>
<p>O modelo 2002 da urna usa o WindowsCE como sistema operacional. Até onde sabemos, esta não foi uma decisão do TSE, mas da UNISYS, a empresa que venceu o processo licitatório.</p>
<p>Como pode ser constatado, é muito difícil, senão impossível, dadas as condições atuais do sistema da urna eletrônica brasileira, concluir-se se a mesma é confiável ou não. Isso leva à necessidade de considerar a urna uma “caixa preta” e que desta forma, deve ser realizada a auditoria externa e paralela de suas operações. A impressão do voto é uma maneira simples de se conseguir este intento.</p></blockquote>
<p>Ou seja, se de fato não há fraude nas eleições que utilizam essa urna eletrônica é devido ao mesmo motivo pelo qual não há tantos atentados terroristas (isso mesmo, os atentados são poucos: entre no metrô na hora do rush com uma caixa enorme e vê se alguém vai te revistar): porque a grande maioria das pessoas é idônea e não tem vontade de prejudicar as outras.</p>
<p>O problema com a urna eletrônica é que a fraude pode tomar proporções nacionais. Claro, estamos ainda desenvolvendo o sistema, mas como bem disse o Stolfi, estamos indo na contramão da história ao retroceder (por lei e sob o argumento de aumentar a agilidade da apuração) no processo de transparência do processo eleitoral.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O trânsito como meio de vida</title>
		<link>http://www.nacio.com.br/blog/2004/10/16/o-transito-como-meio-de-vida/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2004 01:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inacio Guerberoff</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei em São Paulo na Quinta-Feira, de carro, com as minhas coisas, lá pelas 16h. Entrei na cidade e lá estava ela: a marginal devagar-quase-parando. Nada mais paulistano que isso: curtir um trânsitozinho&#8230; Até aí nada de mais, mas tenho reparado o surgimento de um comércio às margens das marginais (que confuso!) muito curioso. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei em São Paulo na Quinta-Feira, de carro, com as minhas coisas, lá pelas 16h. Entrei na cidade e lá estava ela: a marginal devagar-quase-parando. Nada mais paulistano que isso: curtir um trânsitozinho&#8230; Até aí nada de mais, mas tenho reparado o surgimento de um comércio às margens das marginais (que confuso!) muito curioso. O pessoal está montando barraquinhas de doces, salgados e bebidas nas marginais. Isso mesmo, naquela avenida que tem placa de velocidade máxima de 90 Km/h! O fato é que a velocidade está tão abaixo dessa que você tem tempo de chamar o vendedor com o produto, pagar e receber o troco.</p>
<p>Vendo essa cena, resolvi extrapolar um pouco e perguntar: até onde pode ir a &#8220;indústria do trânsito&#8221;? Vejamos um exemplo de um futuro não muito distante:</p>
<p>Roberto acorda, como sempre, às 7h. Toma banho, se veste e sai de casa às 7h30. Para chegar ao escritório às 8h? Nem em sonho. Roberto mora em Alphaville e trabalha na Av Paulista. Seu trajeto de casa ao trabalho é: pega a Rodovia Castello Branco até a Marginal Pinheiros, anda nela até a ponte Euzébio Matoso, sobe toda a Av Rebouças e pega metade da Av. Paulista. Pobre Roberto, leva entre 2h a 2h30 para ir de casa ao trabalho. Em um dia com trânsito razoável.</p>
<p>Mas Roberto é um executivo moderno, e sabe usar o tempo de trânsito para seu trabalho. Seu colega Antônio mora no condomínio Tamboré 4, pertinho de Alphaville. Marcaram reunião às 7:50. Antônio pegou um táxi até a entrada da Castello Branco e encontra o carro de Roberto. Ele entra no carro de Roberto e começa a reunião. Pelo viva-voz, o gerente de TI, Jeferson, participa também da reunião. Jeferson mora no Morumbi, e também está a caminho do escritório. Ter que guiar o carro não atrapalha Roberto nem Jeferson na reunião, afinal para engatar primeira, acelerar 20 metros e colocar ponto morto de novo não precisa de muita atenção.</p>
<p>Após alguns minutos de reunião, Jorge, o diretor geral da empresa, liga para Roberto:</p>
<p>- Alô, Roberto? Como vai?<br />
- Tudo muito bom, Sr. Jorge. Estamos definindo nossa estratégia para responder àquele produto do nosso concorrente.<br />
- Perfeito. Roberto, é o seguinte: a Geórgia (secretária de Jorge) me disse que precisa urgentemente do seu relatório para entregar para o representante alemão, porque ele vai hoje antes do almoço de volta para a Alemanha.<br />
- Ok, Jorge, ele está aqui comigo. Mande um motoboy.<br />
- Ok, onde você está?<br />
- No Km 12 da Castello Branco.<br />
- Em uns 20 minutos passa aí o motoboy. Qual é o seu carro mesmo?<br />
- Um Vectra prata, placa final 2452.<br />
- Perfeito. O representante me disse que vai pegar um taxi daqui a 10 minutos. Terei que usar o expresso.<br />
- É, imagino.<br />
- Bom trabalho, Roberto, pode continuar com a sua reunião.</p>
<p>O serviço expresso, ao qual se referia Jorge, é a entrega car-to-car: o motoboy pega a encomenda em um carro e entrega em outro. O fato de o trânsito andar a uma velocidade quase nula possibilitou o surgimento de esse tipo de serviço. Mais quinze minutos de reunião e Antônio pergunta:</p>
<p>- Já tomou café, Roberto?<br />
- Não, eu tomo sempre no Fran&#8217;s Café Express 9, no Km 9.<br />
- Ah, sim, tou vendo já.<br />
- Eu tenho aqui o cardápio deles, pode escolher que é por minha conta.</p>
<p>Um pouco mais adiante, vem o atendente, patinando entre os carros:</p>
<p>- Bom dia, senhores. Café da manhã completo para dois?<br />
- Não, obrigado. Para mim uma coissant recheada com peito de peru, um café com leite e um pedaço de mamão.<br />
- Sim, senhor. Em dois minutinhos sirvo os senhores.</p>
<p>Três minutos depois vem o funcionário com duas bandejas em suportes e as coloca nas janelas do Vectra de Roberto.</p>
<p>- São R$ 15,45.<br />
- Aqui está.<br />
- Muito obrigado, e volte sempre.</p>
<p>A reunião tem uma pequena pausa para o café da manhã. Como alguns clientes são muito demorados no café da manhã, no Km 6 há um ponto de devolução da bandeja. E é onde Roberto e Antônio as devolvem nesse dia.</p>
<p>Já às 8h30, eles se encontram na Marginal Pinheiros. Sendo essa uma via de circulação de pessoas de alta renda, desenvolveu-se um sofisticado &#8220;Drive Shopping&#8221; nas suas marginais entre a ponte do Morumbi e a Euzébio Matoso. Diversas grifes, livrarias e lojas de diferentes produtos se instalaram por lá, em instalações que não devem em nada às suas equivalentes em shopping centers. As lojas de roupa, por exemplo, possuem provadores e os vendedores se engarregam de andar alguns metros com o carro do cliente enquanto este experimenta seu vestuário. Um grande avanço obtido pela associação de &#8220;lojas spot&#8221;, como foram chamadas essas lojas, foi um convênio com o Detran de São Paulo, que possibilita a cobrança pela placa do veículo. Com isso ficou tudo mais prático e simples.</p>
<p>Mas Roberto e Antônio não compraram nada no Drive Shopping dessa vez. Estavam ocupados trabalhando, da mesma forma que muitos nos carros vizinhos. Com notebooks com rede sem fio, transformam o Vectra em um verdadeiro escritório ambulante. Às 10h chegam, finalmente, ao escritório. Trabalham duas horas e saem para o horário de almoço. Essa refeição é a única que fazem fora do carro. Das 13h às 17h, possuem uma rotina normal de trabalho em um escritório típico. </p>
<p>Às 17h, pegam novamente o carro e vão em suas longas jornadas de volta a casa. Para efeito de folha de pagamento, estão trabalhando desde o instante em que entraram no carro. Às 18h, quando estão passando em frente ao Shopping Eldorado, iniciam o curso de inglês que a empresa oferece a seus funcionários, em convêncio com a Seven Idiomas, que tem sua sede lá. O professor entra no carro e inicia suas aulas de conversação, com duração de 50 minutos. O trânsito chegou ao ponto em que a duração dos trajetos passou a ser previsível, e 52 minutos depois do início da aula Roberto deixa o professor na unidade Marginal Pinheiros da escola.</p>
<p>No sentido Morumbi da Marginal Pinheiros, onde se encontram Roberto e Antônio às 19h, o Drive Shopping abriu filiais de alguns dos melhores restaurantes da cidade. E é exatamente lá que Roberto e Antônio jantam todos os dias. A variedade de cardápios é de dar inveja a qualquer zona de restaurantes da cidade. Para casais montam até um romântico jantar à luz de velas (com um adaptador para vela no porta-copos dos carros). Embora tenha sido proibido pelo Detran, a faixa da direita da Marginal Pinheiros, à noite, transformou-se em um grande motel. Antecipando-se à demanda, a rede de motéis Vip&#8217;s inaugurou seu serviço &#8220;Vip&#8217;s Express&#8221;. Funcionários aguardam os clientes pararem e instalam cortininhas nos carros, para garantir privacidade.</p>
<p>Enfim, ficar no trânsito passou a ser tão produtivo quanto quando não há trânsito. Nos poucos momentos em que há pouco tráfego nota-se uma redução da atividade econômica. Projetos que teriam como finalidade melhorar o fluxo do tráfego sofrem pressão do poderoso lobby dos lojistas spot, cuja associação é uma das mais fortes da cidade.</p>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2004 19:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inacio Guerberoff</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu Originalmente enviada por InÃ¡cio Guerberoff. Foto tirada pelo Martin no aniversÃ¡rio da Silvia, irmÃ£ dele, de Buenos Aires, que estÃ¡ aqui em Sampa por uns dias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/61734006@N00/884834/" title="photo sharing"><img src="http://www.flickr.com/photos/884834_de2adad503_m.jpg" alt="" /></a><br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/61734006@N00/884834/">Eu</a><br />
Originalmente enviada por <a href="http://www.flickr.com/people/61734006@N00/">InÃ¡cio Guerberoff</a>.
<p>Foto tirada pelo Martin no aniversÃ¡rio da Silvia, irmÃ£ dele, de Buenos Aires, que estÃ¡ aqui em Sampa por uns dias</p>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2004 23:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>inaciog</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Frase perfeita do Marcelo Tas: A desgraça e a graça de viver no Brasil é que tudo ainda está para ser feito. Mãos à obra!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frase perfeita do <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo Tas</a>:</p>
<blockquote><p>A desgraça e a graça de viver no Brasil é que tudo ainda está para ser feito. Mãos à obra!</p></blockquote>
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