O tempo, a viagem e o destino


Photo by Omar Eduardo
A possibilidade de que um dia possamos viajar no tempo sempre traz juntas uma série de conseqüências interessantes. E talvez as mais interessantes mesmo são aquelas que, no fim das contas, dizem respeito ao momento em que vivemos, o presente.
Vamos então supor que sim, um dia consigamos viajar no tempo, ou melhor, voltar no tempo. Não precisa nem ser uma viagem de um indivíduo para o passado, pode ser simplesmente o fato de poder intereferir nele. Quais seriam as conseqüências disso?
Certamente a opção mais desejada seria a de, mudando algo no passado, colocar o presente em uma situação melhor. Corrigir erros, mudar rumos, mexer nos detalhes que no fim desencadeiam no fim desejado. Seria de se esperar, portanto, que se um dia for possível alterar o passado, esse seria o objetivo na mente do “manipulador do tempo”.
As primeiras mudanças seriam as mais drásticas. Tentariam alterar aqueles acontecimentos que terminaram por desencadear grandes catástrofes. Matariam governantes, impediriam desenvolvimentos tecnológicos, fariam, de alguma forma, algumas pessoas mudarem de idéia sem saberem.
Os manipuladores veriam, então, que a história é mais cheia de truques do que imaginavam. Pequenos detalhes tinham o poder de alterar o curso da história de forma muito mais significativa do que o previsto. Pequenos encontros casuais, esbarrões no meio da rua, cachorros atropelados na estrada, tudo tinha conseqüências importantes ao longo do tempo.
Os detalhes então passariam a merecer atenção, e seriam objeto de manipulação. O dia-a-dia de todas as pessoas teria relevância, e nada mais seria feito em vão. Sem saber, o passado se transformaria em uma mera manipulação do presente para atingir seus objetivos.
Pois bem, se no futuro pudermos manipular o passado, esse passado somos nós hoje. O que não deixaria de dar uma resposta para a pergunta “Qual o sentido da vida?” e “Existe um destino?”. Se um dia pudermos manipular o passado, estamos aqui para servir o futuro, e tudo tem um sentido: atender aos desejos de nossos longínquos descendentes.
9. July, 2008 at 17:58
HAHAHHAHAHA… imagina: um ano após e quem remete um comentário?!?!?
rsrsrsrsrs…
Mas procurando responder o que me deu vontade, “Qual o sentido da vida?” e “Existe um destino?”, posso lhe dizer que acredito que o sentido da Vida é ela mesmo, sem adendos, observando a capacidade infinita que tem ela de replicar, transformar, criar, agir em todos os sentidos. O destino é sempre além de onde estamos; toda coincidência e eventualidade é uma parada antes. Rsrsrs.
Agora, “tudo tem um sentido: atender aos desejos de nossos longínquos descendentes”, é uma coisa intrigante, parece que já pensaram nisso. E, sendo verdade, qual o sentido, se um descendente desejar realizar o desejo de um ascendente? Desejar?!
Gostoso voltar a ler teu blog…
[]’s
Carlos Bastos