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Uma conversa com Juán, de nosso mundo paralelo

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Photo by Ange

Poucos sabem, mas temos um mundo paralelo.

A diferença é que, diferentemente deste em que vivemos, os habitantes do mundo paralelo sabem todos da nossa existência. Não só isso, eles podem interferir, brincar e mexer com o nosso quando quizerem. Sim, lá eles também têm casas, cidades, até países, é tudo muito parecido. Mas um pouco diferente.

O tempo todo acontecem coisas que não são muito bem explicadas no nosso mundo. Objetos simplesmente somem, pessoas se encontram de forma inexplicável, outras se desencontram contra todas as probabilidades. E acreditamos que tudo isso se deve ao acaso. Outros, um pouco mais espertos, chamam isso de destino. Digo mais espertos porque, de certa forma, eles sabem que existe algo por trás das coisas que vemos acontecer. O erro deles, porém, é dar um sentido místico e com algum propósito para tudo.

Na verdade, é tudo uma grande brincadeira. Somos a principal fonte de diversão dos habitantes do nosso mundo paralelo.

Tive o outro dia a oportunidade de conversar com um habitante desse mundo. Não vou explicar aqui como isso ocorreu, e mesmo que tentasse, algo inesperado ocorreria com o servidor deste site. Mas fui autorizado a reproduzir aqui boa parte da conversa.

O sujeito, que será aqui chamado de Juán, tem 27 anos, é designer gráfico, e nasceu na região que em nosso mundo é chamada de Sibéria. Segue abaixo a conversa:

Eu - Mas me diga, Juán, como funciona essa história de mundo paralelo?

Juán - Olha, não tem muito o que explicar. É assim desde que nasci, desde que temos registros históricos. Se estamos de olhos abertos, estamos no nosso mundo. Quando fechamos, estamos no seu. Assim de simples.

Eu - Qualquer pessoa no seu mundo pode fazer isso?

Juán - Sim. Desde que se nasce. Faz parte da nossa vida, assim como o dia e a noite.

Eu - E vocês conseguem interagir com o nosso mundo?

Juán - Naturalmente. A diferença é que só conseguimos mudar algo quando vocês fecham seus olhos, ou não vêem onde estamos. E é por isso que vocês não sabem que existimos. É como vocês falam: se não há ninguém na floresta você pode ter certeza de que uma árvore caiu por lá? Bem, se nós estivermos por lá, sim.

Eu - Fascinante. Quer dizer que, na verdade, vocês formam como que uma dualidade da nossa consciência?

Juán - Isso, é bem isso. Nossos sentidos se complementam, mas são isolados um do outro. Nossa visão de seu mundo habita onde falta a consciência de vocês.

Eu - E o que vocês costumam fazer quando fecham os olhos e visitam nosso mundo?

Juán - Depende da pessoa. As crianças em geral gostam de travessuras. Tiram coisas do lugar, mudam placas de caminhos, colocam bananas e obstáculos na frente de transeuntes. Essas coisas. Mas geralmente os pais delas descobrem e voltam tudo a como estava antes. Dão uma lição de moral, de que não se deve fazer essas coisas, etc, mas no fundo morrem de rir vendo como as pessoas de seu mundo ficam confusas e não entendem como isso aconteceu, jurando que “a placa dizia para virar à direita”. Já os mais adultos dividem-se entre os benevolentes, os malvados e os experimentadores.

Eu - Como assim?

Juán - Bom, os benevolentes são pessoas que viram no fato de podermos interferir em seu mundo uma oportunidade de fazer, ao menos no mundo de vocês, a vida melhor. Fazem boas ações, como algum barulho que assusta uma pessoa e evita um acidente, calculam diversas “coincidências” que fazem duas pessoas se conhecerem, esse tipo de coisa. Os malvados, por outro lado, gostam de fazer o contrário. Derrubam vasos chineses quando uma criança está sozinha na sala, entortam quadros na casa de pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo, até provocam acidentes. É complicado, nós tentamos evitar isso, mas é difícil controlar as pessoas. Vocês sabem disso.

Eu - E os experimentadores?

Juán - Os experimentadores são pessoas que viram nessa capacidade de observar e interferir no mundo de vocês uma oportunidade única de entender as coisas. São pessoas muito interessadas, curiosas e inteligentes. Acreditam que podem fazer grandes mudanças na história de vocês através de pequenos detalhes. E ficam observando, passo a passo, as conseqüências do que fizeram. Eles querem entender melhor o processo de “uma coisa leva a outra”, aquilo que vocês chamam de caos. Querem ver se, de fato, o bater das asas de uma borboleta pode gerar um furação do outro lado do planeta.

Eu - E chegaram a alguma conclusão?

Juán - Essa história da borboleta não deu em nada. Essa idéia foi tão divulgada que um monte de gente que não tem nada a ver com a história resolveu fazer seu próprio experimento ao mesmo tempo. As interferências foram tantas no mesmo sentido que ficou impossível saber o que gerou o quê. Acabaram desistindo.

Eu - E o que os experimentadores estão fazendo agora então?

Juán - Ultimamente eles estão mexendo mais com vocês, de formas mais sutis. Estudando o que pode ser a natureza humana.

Eu - Por exemplo?

Juán - Pequenas coisas. Detalhes. Querem entender como a vida das pessoas pode mudar através dos detalhes. Uma estrela cadente quando se olha para o céu, um bilhete anônimo deixado na calçada, um ventinho gelado quando se fecha os olhos.

Eu - Alguma conclusão?

Juán - Parece que sim. Tudo indica que esses detalhes mudam a nossa história muito mais do que se pode imaginar. Porque eles são pequenos momentos de fuga da consciência normal e cotidiana, que nos transportam por um breve instante para dentro de nós mesmos, sem aviso. E é justamente nesses momentos em que mudamos, nem que seja um pouco, nossa essência. E isso muda tudo.

19 Responses to

  1. Renata says:

    Bom, agora que li com olhos abertos e calmos, posso dizer que adorei!
    Não só pela viagem em si – que té é mto peculiar, a gente sabe -, mas pela “conclusão” a que chegas – nossas pequenas fugas pessoais que nos mudam pouco a cada momento, mas mudam significativamente.
    Preciso levar um papo com esse Juán, tenho mta coisa pra perguntar pra ele =) Me apresenta?

    ah, não podendo deixar de ser chata: é quiserem (não quizerem!).
    beijos, beijos, menino da lua e das estrelas.

  2. Renata says:

    ps: tudo a ver com o papo de ontem, né? destino ou coincidência?

  3. says:

    Ô Sabuga! Manda um pouco do bagulho que tás usando aqui pra Santarém? Tamos precisando dar umas viajadas também.

    E porra! Menino da lua e das estrelas? Coisa mais bicha!

  4. Rodrigo says:

    Fazia tempo que eu não passava por aqui… resolvi te visitar! Também reparei no “quizerem” Será que se escreve assim no mundo paralelo? rsrsrs.
    É uma viagem meio espírita…Digo meio, pois para estes não existe o acaso. O que para mim é inconcebível! Salve o acaso, o imponderável e as coincidências!
    Por que deveríamos acreditar na substãncia única que teria dado início ao início dos tempos? As verdades são fruto da vitória dos valores tidos como preponderantes em determinada época e lugar. O difícil é conseguir refutar hipóteses tão consolidadas e quem as questiona é chamado de louco. Salve a loucura e a sua Teoria do Mundo Paralelo!
    Grande abraço,

  5. Ioram says:

    Graaaaande Inácio……
    bicho, que viagem! Parabéns pela criatividade, gostei mto do ponto de vista e como tratar o mundo inexplicável. Tenho mtos Juans dentro de mim (ui!) e cada um mto diferente do outro: jeitos, gênios, gostos, tribos (hehe), prioridades diferentes. A cada dia me reconstruo, e isso é resgatado de dentro, da minha mais pura essência. É como recriar, renascer, repensar tudo. Ter vários Juans faz sentir a toda hora um pequeno pedaço de mim querendo se achar. O meu desafio é conseguir controlar todos e entender cada um deles. Fazer com que cada um se entenda e que eu consiga viver em harmonia….
    Forte abraço!

  6. doda says:

    Oi!
    adorei esse site, sempre procuro saber algo sobre universos paralelos, tinha um amigo me me ajudou quando eu começei a me intereçar mais acabei perdendo o contato com ele agora meu unico escape é a net, eu tento entender oq é realmente universo paralelo mais é dificil na net nao tem algo q explique realmente oq é!!
    se alguém poder me ajudar a entender oq é vai ser de grande ajuda!!!
    obrigada bjos

  7. léo says:

    oi

    gostei muito dese siti e tirei muitas duvidas mais, como saber se alguem de um mudo paralelo esta enterferindo na minha vida, e como eu posso velas ou falar com elas. A unica forma que achei foi atraves dos sonho, quando uma pessoa aprende a controlar seus sonhos quando dormen elas conseguem ir para mundos paralelo, mais como faser isso acordado?.

  8. marcelo says:

    eh possivel a existencia de um outro eu nesses mundos paralelos?
    Se sim, os irmaos no mundo paralelo sao meus irmaos?
    Quem sao os que conseguem saber desses mundos paralelos?
    Sao os os que tem percepcao extrasssensorial?

  9. ricardo says:

    Eu já visitei um mundo paralelo..Foi durante um sonho, e saibam eles lá tem receio de nós.da nossa conciência.tive acesso durante um sonho lucido

  10. Carlos says:

    Caro Augusto,
    Hoje tive um sonho que me pareceu diferente de todos os outros que tive em minha vida, e olhe que já tenho 42 anos.
    Tudo começou com uma visita a uma região próxima a Uberaba-MG cidade onde moro.
    No inicio tudo parecia normal, inclusive com pessoas que conheço nesse nosso mundo (real). Um casal de amigos me recebeu em sua casa. Marcelo e Tatiana, ele veterinário especializado em reprodução de cavalos e ela que já havia sido minha colega de trabalho, quando fui gerente de um apart hotel aqui de Uberaba.
    Minha mãe que está encarnada possuía um agradável quarto nessa residência. Fui recebido pela minha colega que me apresentou a casa. De inicio parecia mais um sonho normal, mas ao perceber que a mesa de trabalho localizada em um escritório no meio da casa era uma bateria vermelha e um órgão ou piano. Comecei a estranhar a situação. Logo chegou minha esposa que nesse nosso mundo é professora de ioga, vegetariana e pratica várias técnicas de meditação. Agora acompanhado pelo casal fui a uma mercearia que pertencia ao pai da Tatiana. Tudo ainda estava dentro do normal apesar de ter aquele ambiente de sonho.
    A tal mercearia estava localizada próxima a um riacho, que passava ao lado do terreno, porém, bem fundo como se fosse ao lado de um barranco. Lá em baixo andando pelo curso dágua, avistei pessoas semelhantes aos pigmeus, negros de baixa estatura e andando como os anões. Uma pessoa que estava ao meu lado arremessou algum alimento aos mesmos e eles retribuíram com acenos em agradecimento. Pelo comportamento deles tive a impressão, que viviam de forma extremamente primitiva. Algumas crianças desse grupo estavam agora na frente da mercearia e também receberam alimentos (biscoitos de polvilho). Indaguei o que seriam e a pessoa que estava ao meu lado disse: você ainda não viu nada, deixe as perguntas para mais tarde. Nesse momento chegou em uma caminhonete o Marcelo veterinário e a Tatiana, iriam me levar a um determinado local. Após um trajeto por uma região de aparência desértica chegamos a um local cercado por uma montanha, nessa montanha podiam ser avistadas cavernas que serviam de moradias, como aquelas que vemos nos documentários, sobre regiões da Turquia, Afeganistão e outras localidades do Oriente. Ao longe avistava alguns seres de formas diversas. Alguns tinham a aparência do personagem principal do filme “O Homem Elefante”. Tive a impressão, que estavam mortos, mas comportavam-se como zumbis, parecia não se importarem com nossa presença. Fui orientado a não importuná-los. Senti que não deveria ter medo. Alguns estavam em um tipo de refeitório e logo que me aproximei, mas uma vez me disseram para não chamar a atenção dos mesmos. Eles pareciam não se sentirem incomodados apesar de não nos dar a mínima atenção. Como já se aproximava o entardecer, deixamos esse local e retornamos a casa. Já não entendia mais nada e queria saber logo onde estava. Tive a impressão que seria um mundo paralelo ao nosso, quando me foi dito que o nosso mundo e que seria uma ilusão, e esse local nada mais era que a realidade onde os desencarnados conviviam com os encarnados que tivessem a consciência de suas tarefas durante a vida na terra.
    Na mesa estava sendo servido um lanche e vários membros daquela comunidade começaram a chegar. Sentavam-se na mesa como que chegando de suas tarefas diárias. Alguns empoeirados e indicando por suas roupas terem vindo de um trabalho árduo. Eu estava ansioso para saber que local era aquele e qual seria a nossa função. Foi dito que deveríamos amá-los sem restrições e essa era nossa função no auxilio da evolução de todos.
    Fui alertado para controlar meus pensamentos, pois naquele mundo bastava pensar para as coisas tomarem forma. Tipo se pensasse em um monstro logo ele estaria em minha frente e de forma absolutamente real. Tomei um grande susto com aquela informação e percebi a importância de elevar os meus pensamentos. Percebi uma certa hierarquia naquele grupo e me foi dito que deveria esperar a chegada de uma pessoa que me explicaria melhor aquela situação. Senti que éramos um tipo de guerreiros da LUZ, apesar da poeira e que tínhamos uma grande responsabilidade por estarmos nesse local. Aqueles seres que estavam nas cavernas deveriam ser auxiliados por nós de forma a saírem daquela situação de sofrimento.
    Logo que o tal comandante chegou ,notei por seu estado, que ele deveria ter enfrentado um dia duro. Ele estava ainda mais empoeirado do que os outros e apesar da aparente fadiga estava feliz com seu dia de trabalho. Sentou-se na cabeceira da mesa e começou a beber chá e comer biscoitos de polvilho. Minha mãe e minha esposa também estavam na sala, sentadas em um banco lateral à mesa. Perguntei a minha esposa: O que isso aqui Amanda, onde estamos? Ela sorriu e disse: É a realidade meu amor, não te dizia que a nossa vida é ilusão, a realidade é essa e a batalha é diária. Queria saber mais e tentei perguntar ao suposto comandante como deveria me portar para executar minha função naquele local. Ele ainda se alimentava de biscoito e chá e acenou como que pedindo mais um tempinho para acabar a refeição. Fazer o que, esperei por mais uns minutos. Logo ele se levantou e me encaminhou a uma saleta que estava com a porta fechada. Ao abrir a porta eu percebi um forte cheiro de fumaça, era uma fumaça conhecida. Nesse momento fui acordado com um beijo pela minha filha que me chamava para tomar café da manhã. Fiquei maravilhado com esse sonho e notei que o grau de informação era diferente de tudo que já havia vivenciado. Parecia que tinha acessado a verdadeira realidade. Ao chegar na cozinha comecei a relatar o ocorrido para minha esposa e ela, com aquele mesmo sorriso do sonho, respondeu: Não te disse, você agora está percebendo como funcionam as coisas. Antes de ir trabalhar passei na farmácia na qual faço autohemoterapia e o farmacêutico que me aplica, uma pessoa especial, pela qual tenho grande sentimento de paz, parecia saber do ocorrido em meu sonho. Relatei com brevidade o acontecido. Ele com um sorriso disse: É isso mesmo Carlos…
    Ao chegar no trabalho fui logo pesquisar sobre mundos paralelos e me deparei com seus textos. Nesse momento estou acabando de escrever esse relato e espero poder ter acesso ao mesmo sonho essa noite. Sábado estarei participando de uma reunião espiritual na União do Vegetal onde pretendo buscar através da sabedoria do chá mais informações sobre esse conhecimento a que pude ter acesso.
    Carlos Uberaba 04/12/2008.

  11. EU says:

    ESSA MACONHA DEVE SER BOA

  12. sissi/lili says:

    num tapete achamos um portal para o mundo paralelo estamos quase pegando um ovo de sei-la oque de lá.Por acaso alguem sabe como pegar o ovo?

  13. Kelevra says:

    Essa era da boa hein, põe dessa pra mim!!!

  14. sissi says:

    na minha casa tem um tapete esquisito que é um portal maz so as pessoas do mundo paralelo podem se teleportar para nosso mundo.
    se quizer se comunicar com as pessoas do mundo paralelo use o pensamento ou o sonho

  15. lili says:

    eu sou amiga da sissi.ela ja enfiou a cara no seu tapete-portal…ela viu um monstro e um ovo de sei-la-o-que…
    nos estamos tentando ir pra la (não por sonhos nem pensamentos e sim pela vida real).vc pode nos ajudar?

  16. sissi/lili says:

    é verdade sim somos paranormais

  17. sissi says:

    eu e minha amiga descobrimos que um livro que compramos tem magia e estamos estudando

  18. lili says:

    a sissi ta falando averdade!
    nesse livro tem como se teleportar,como levitar,como se multiplicar (fazer 1 clone),como fazer objetos aparecerem,etc

  19. Barreto says:

    Quando sonhamos, vivemos em um mundo paralelo, pois vivemos realmente aquele momento por estarmos acreditando, quando morremos , abandonamos o sonho de nossa realidade material, pois nossa essência é pura energia o corpo uma forma de nos sentirmos aqui, nem mesmo sabemos onde estamos de fato.

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