De graça é melhor
Matéria publicada no Correio Braziliense de 2 de Agosto de 2006:
“É bom,muito bom para ser verdade”, pensou o engenheiro carioca Inácio Gerberoff, 26 anos, quando se deparou com o endereço www.hospitalityclub.org.Mesmo em tempos de real valorizado, ir para o exterior é caro para os turistas brasileiros.
E num mundo capitalista a idéia de viajar e não ter que pagar pela hospedagem — que corresponde em média a um terço do orçamento — é muito convidativa, ou, mais precisamente, quase surreal. Mas para quem já descobriu a mina, não ter que pagar por hotéis e albergues torna o sonho de dar a volta ao mundo com a mochila nas costas e sem prata no bolso real. Mais do que gratuito, o jeito de viajar sendo recebido por nativos, em suas casas, é uma filosofia de vida que tem se espalhado ao redor do globo com a ajuda da internet. Ver o lugar que se visita com os olhos de seus próprios habitantes é, para os adeptos da modalidade, muito mais importante do que não pagar hotel. “A experiência muda completamente. Você tem uma imersão na cultural local, e isso não tem preço”, explica Karina Galindo, estudante que falou com o Correio da Tunísia, onde deve passar duas semanas.
A estudante já conheceu 15 países, no norte da África e na Europa, hospedando-se na casa de usuários do Hospitality Club. Mas além dessa comunidade, há outras com a mesma filosofia: hospedar e ser hospedado ao redor do mundo. “Dar e receber é o que faz o sistema funcionar”, explica no site Adam Staines, australiano de 24 anos que fundou o www.globalfreeloaders.com. Mesmo que a maior parte dessas comunidades não tenha regras explícitas ou não imponha aos usuários nenhuma obrigação, o acordo tácito entre os usuários é o de retribuir o que os anfitriões fizeram por você, hospedando os demais integrantes do site. Com Inácio, a experiência de hospedar um casal de franceses veio antes de ficar na casa de alguém. “Foi muito interessante. Morava numa república e tive que convencer meus amigos a recebê-los. A experiência foi ótima, meus amigos adoraram e depois hospedei mais um casal da Alemanha, sem oposição nenhuma dos colegas”, explica.
A retribuição veio meses depois, quando viajou para um congresso na Europa e conseguiu um anfitrião em Amsterdã, na Holanda, onde passou cinco dias. “Fiquei impressionado. Dormi num quarto confortável, ele me emprestou a chave de sua casa e até sua bicicleta”, conta. Inácio ainda se corresponde por e-mail com ele e com os casais de alemães e franceses que ficaram na sua casa no Brasil. “Em retribuição pela excelente recepção, deixei meu quarto impecável e comprei
um presente para ele”, completa.Perfil compatível
Nem tudo são flores no negócio de ficar hospedado de graça no exterior. No fórum do site www.freeloaders.com.br estava lá, em letras garrafais, um testemunho de um anfitrião que ficou chateado com a cara-de-pau de um hóspede. “Ele me pediu para que eu o pegasse no aeroporto, e disse que preferia usar minha toalha e não a dele. Chegou sem saco de dormir e me tratou com uma enorme falta de consideração e realmente agiu como se a minha casa fosse um hotel gratuito. Nunca o hospedaria de novo”, reclamou o usuário.Para evitar decepções, o ideal é checar o currículo do candidato a hóspede antes de dizer sim. “É importante dar uma olhada no perfil dele e nos testemunhos que escrevem sobre ele no site”, aconselha Inácio. É possível que por meio de uma simples análise do perfil, seja possível identificar os espertinhos que estão interessados apenas em se aproveitar da solidariedade alheia.
Ele já chegou a recusar dois hóspedes por achar que o perfil não combinava com o dele. “Um dos candidatos disse que adorava futebol e queria experimentar isso no Brasil. Como eu sou péssimo no esporte, achei que não valia a pena”, explica o engenheiro, que tem cadastro em pelo menos cinco comunidades virtuais do gênero.
A preocupação com a segurança não foi um grande problema para Inácio ou Karina. “Não temos como saber nem se um amigo íntimo está falando a verdade, que dirá uma pessoa que nunca vimos. Mas prefiro dar um voto de confiança. O clichê todo mundo é inocente até que se prove o contrário é bastante válido nessas horas”, teoriza Karina. Apesar de baseados muito mais na confiança, os sites adotam alguns procedimentos de segurança. O Hospitality Club, por exemplo, exige número do passaporte no cadastro e os anfitriões são orientados a conferir o
documento dos hóspedes no momento da chegada.
30. July, 2007 at 20:55
HI DEAR!
IM AN ENGLISH TEACHER I´D LIKE TO VISSIT OTHER COUNTRIES THAT ASEAK ENGLISH AND SAPANISH, BUT I DONT HAVE I LOT OF MONEY.
GET IN TOUCH WITH ANOTHER CULURS IS FANTASTC…
THANK YOU
13. September, 2007 at 13:27
Ilário, muito bom, coisa incrível…
13. February, 2008 at 18:47
cara essa e boa uma professora de ingles que nao sabe escrever em ingles boa mesmo vcs nao acham………
5. September, 2008 at 09:53
Eu gostaria de saber alguns sites de hospedagem gratuita no Brasil e exterior.
Jorge