Ok, chega

Perdi toda a paciência que tinha com Israel. Sempre defendi a tolerância e entendia a situação de lá como reflexo de um conflito interno de tendências distintas entre os israelenses e, embora não visse uma solução no médio-prazo, achava que, até certo ponto, tratava-se de uma espécie de guerra civil. Mas não. Terrorismo covarde, assassino, burro e traidor de Estado, isso é o que pauta a atitude israelense no mundo.

qa
As táticas de guerra covarde que eles usam levam inexoravelmente a matanças de pessoas que não têm nada a ver com essa babaquice. E sempre, ao matar civis, o argumento é de que “o local era usado como base de lançamento de mísseis”, ou “abrigavam terroristas”. Se os atentados da Al-Qaeda justificaram as guerras contra o Afeganistão e o Iraque para os EUA, caíram como um doce no colo de Israel, que agora justifica TUDO o que faz com base na proteção contra o terrorismo.

E quais serão os próximos passos? É evidente que Israel sabe que haverá muito mais retaliações a partir de agora. Mais atentados, mais homens-bomba. Tudo indica que a última coisa que eles querem é a paz. É só ver a reação das famílias cujas crianças foram assassinadas e os jovens que perderam os parentes. A cada bomba lançada por Israel, nascem uns 40 homens-bomba.

Como é óbvio que os israelenses sabem disso, por que essa atitude? Na minha opinião, a intenção é piorar tanto, aumentar tanto a crise, de forma que se justifique a eliminação dos Estados inimigos.

E pro inferno também a imprensa americana, que transforma essas guerras em um jogo de videogame, com transmissões emocionantes cheias de efeitos especiais e maquinarias de última tecnologia e não mostra o resultado real disso tudo.
1. August, 2006 at 11:34
É… Falou e disse… É impressionante, que a vítima tenha virado o algoz em menos de duas gerações. Lamentável ver que o plano de Israel guarda uma semelhança incrível com o da alemanha do Reich: a eliminação de povos e estados inimigos.
Mas nestes tempos de sistema global, a guerra é um fim em si mesma. A guerra como espetáculo e a guerra para gerar mais guerra.
E o mais incrível: se Israel varrer o Líbano ou a Palestina do mapa (ou o contrário), o mundo continuará a trabalhar para consumir e consumir para trabalhar do mesmo jeito. O espetáculo não nos afeta, apenas aliena através da produção do medo do desconhecido. 50 civis libaneses mortos? Continue comprando… Uma criança palestina morta por dia? Continue comprando…
Aliás, tô com uma versão em DVD de um belo filme sobre isso tudo chamado Fouth World War (procura no Google, Big Noise Films), com legendas em português. Já fiz uma sessão aqui em casa e na próxima te aviso.
21. August, 2006 at 17:51
Muito bom Laranjinha,
Explêndida análise! No entanto, creio que a ação descabida e irracional do estado israelense se deve a algo mais profundo: a Torá.
Abçs.
6. September, 2006 at 11:07
Olá,
O problema nos conflitos do Oriente Médio, são as tentativas de camuflar as verdades. As fotos são horríveis como se vê, mas aquele capacete verde já foi desmascarado na imprensa européia, que discute e estuda há anos essa crise. Eles podem dar muitas informações que a imprensa brasileira não nos permite. Voltando ao capacete verde, o primeiro da foto, há um video onde ele ajeita as crianças para produzir um impacto maior. Vi o video em . Vergonhoso. Caso não ache, passe um mail para eles. Se Israel não é sensato, o Hezbollah muito menos. Aliás, são totalitários financiados pelo Irã. E a finalidade deles é destruir Israel. Custe o que custar. Daí não ter fim essa guerra. Finalizando, a guerra é contra o Hezbollah, que se infiltrou no Líbano sob a interferêcia da ONU. Os totalitários não conseguiram se infiltrar na Jordânia do finado Rei Hussein, nos anos 70, pois seu perfil é mais democrata. Mas no Líbano, essa desgraça totalitária está tomando o país. E ainda com ajuda de duas ditaduras: Síria e Irã.
Abraços.