O futuro da polícia paulista
Desde os ataques do PCC, a polícia paulista tem mudado de atitude. Blitzes, arma sempre na mão, alguns de metralhadora.
Lembro que, quando os ataques estavam a toda, um representante dos cabos e soldados da PM de São Paulo deu entrevista falando que era “um absurdo eles enfrentarem os bandidos com apenas uma 38 ou uma automática”.
Sinceramente, toda vez que visito o Rio de Janeiro (cidade onde nasci, e que amo e admiro), fico realmente mal quando vejo a polícia. Blitzes em tudo quanto é lugar, com uns trabucos na mão. Uma sensação de guerra, embora nunca tenha presenciado nada que justificasse. Isso sem contar no “caveirão”, aquele quase-tanque blindado preto assustador andando pela cidade.
Pois bem, tudo indica que esse vai ser o caminho a ser seguido pela polícia paulista. Hoje vi uma blitz, e o policial estava de metralhadora na mão. Na frente de todo posto ou quartel de polícia, barricadas (ou sei lá qual é o nome daquilo). Foi inaugurada a temporada sem fim de sensação de guerra na cidade, mesmo que sem justificativa. E aguardem respostas dos criminosos com armamentos mais impressionantes.