Qualificado

Ok, podem dizer que estou de perseguição ao Serra. Mas vejam o que ele disse numa entrevista hoje, justificando a decisão de sair da prefeitura após um ano e três meses de mandato:
Se o governo estadual caísse em mãos de pessoas não qualificadas para isso ou de partidos que já mostraram o estrago que fazem no governo, isso seria muito ruim. Por isso, na verdade, nós pusemos a prefeitura no rumo, recuperamos a cidade da crise financeira e da bagunça que foi deixada pela administração anterior do PT.
Uma prepotência sem limites, sinal de uma pessoa perigosa, não? Mas e quanto ao “preparo” do candidato Serra? Perguntaram a ele sobre como lidar com o problema da segurança pública. Resposta:
Na área da segurança, tem que aprofundar a questão dos seqüestros, o problema desse PCC, e tudo mais.
Ah, tá.
Continuando na entrevista, mais um trecho:
Quero manter tudo aquilo que tem de bom que o governo Alckmin fez e pisar no acelerador. Olhar os problemas, que vão mudando através do tempo, e dar uma ênfase grande para resolver os problemas ainda não resolvidos ou melhorá-los, como é o caso da segurança, como é o caso do problema da educação, da questão da saúde, que ainda tem muito que avançar apesar das conquistas já feitas.
Reparem no discurso adaptado às condições políticas do momento. Essa entrevista, em suma, mostra quem é o político Serra: um vazio. Quando foi candidato a prefeito em 1996, Celso Pitta disparava nas pesquisas prometendo o Fura-Fila. A base da campanha de Serra torna-se, então, pasmem, fazer metrô. Isso porque o responsável pelo metrô é o governo do estado (inclusive, quando saiu da prefeitura mês passado, disse que quem consegue fazer algo de verdade pelo transporte da cidade é o estado!).
Depois, na campanha para prefeito de 2004, não mais um especialista em metrô, Serra torna-se o paladino da saúde (ah, claro, saúde era considerado o ponto fraco da administração Marta). Serra virou um especialista em saúde desde criancinha.
E agora? Como candidato à sucessão de um tucano, não pode criticar a gestão anterior. Então agora o discurso é a continuidade, “pisando no acelerador”.
Em suma: trata-se de uma pessoa oportunista, fraca e constantemente sem projeto definido.
7. April, 2006 at 12:03
Eu fico imaginando as reuniões de cúpula melindrosas que devem ter sido necessárias pra convencer esse xibungo a deixar o Alckimin (medo!) ser o candidato do PSDB à presidência (Medo! Medo!)… “Ah, mas só se eu ficar com a candidatura ao Estado, senão não brinco mais!”…
Francamente… e o pior é que, corrija-me se estiver errado… mas ficamos à mercê de um Peefelista na prefeitura de são paulo, é isso? (Medo!Medo!Medo!)
18. April, 2006 at 14:15
Ué, mas o Saulo (secretário de repressão do Alckmin) não tinha decretado o fim do PCC há mais de 2 anos? Que estranho…