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Fahrenheit 9/11

Hoje fui assistir ao famoso filme do Michael Moore. Peguei uma das primeiras sessões do filme na estréia. Estava realmente ansioso para ver esse filme, louco para dar umas boas gargalhadas de um patético presidente da maior potência mundial.

O documentário é bom, tem umas cenas interessantes e junta um material excelente. Não gostei do tratamento que Moore dá aos árabes no filme. Parece que eles são uma ameaça para os EUA, o que na maioria não é (pelo menos por enquanto). O começo, mostrando os grandes do governo se maquiando para aparecer na televisão foi incrível, adorei. Gostei também das partes que mostram e falam sobre o Bush. O cara é realmente uma figura inacreditável. Um erro da humanidade, e eu acho que até o pai dele sabe disso. Relembrando tudo o que vi sobre ele mais o filme, concluo que ele é um símbolo de uma geração filha da riqueza e deteriorada pelo mimo. E chegou à presidência dos EUA, o que é uma coisa realmente inacreditável. As instituições norte-americanas devem ser realmente fortes para suportar uma pessoa dessas no poder sem desestabilizar de vez o país.

As cenas da guerra no Iraque são boas também. Cenas fortíssimas mostrando o que realmente aconteceu por lá. Ver que há soldados que têm alguma consciência do quão sem propósito é essa guerra foi interessante, assim como ver soldados que ouvem músicas que parecem mais um filme de terror enquanto queimam vítimas.

O que me incomodou foi um certo denuncismo infundado de algumas partes do filme. Que a ligação do governo norte-americano com grandes empresas é totalmente promíscuo é algo conhecido e que, ao meu ver, por si só já é algo que, se eu fosse estadounidense, me deixaria infinitamente revoltado. Mas dizer que só porque os talibans visitaram o Texas enquanto Bush era governador quer dizer alguma coisa já é demais. E qual é o problema de se negociar com árabes donos de empresas de petróleo?

A sensação que tive, ao sair do cinema, é que realmente a podridão está em todo lugar, não é exclusividade nossa nem de longe. O poder estadounidense é podre e corrupto. O nosso também.

3 Responses to

  1. Anonymous says:

    Fala Inácio!
    Acabei de assistir essa porra de filme tb. Razoavel, o Moore parece ser um bom pesquisador, ele sempre consegue juntar um bocado de informações, mas aí mete o pé na jaca, fica totalmente partidário e compromete o resultado final. Acho que ele ganharia mais se fosse (ou pelo menos tentasse ser) um pouco mais imparcial.
    Por exemplo, quando fala da coalização formada para a guerrad o iraque, cita Costa Rica, Marrocos, Holanda(com um cara fumando um beque imenso) apenas para desacreditar, mas “esquece” de mencionar que também partcipavam Itália, Espanha e, claro, Inglaterra.
    Além disso, ele apela demais da conta. As infindáveis cenas de choro com a mãe daquele soldado são demais. Em Bowling for Columbine ele já tinha feito isso com as vítimas de balas perdidas do WallMart, mas nesse filme a coisa ganha outras proporções. É lógico que numa guerra pessoas morrem, e é lógico que essas pessoas tem mães que não vão ficar extremamente tristes por isso! Mostrar algumas horas (exagero, tá) de sofrimento dessas mães não soma em nada a questão.
    Muito melhor é a parte inicial, na qual ele desfralada a coisa ridícula que foi a última eleição por lá. Pelo menos nesse quesito aqui no Brasil estamos muito melhor! Ou será que é porque simplesmente não sabemos de nada?
    Abraços
    Pará

  2. Inacio Guerberoff says:

    Acho que vc pegou o ponto exato. Mete o pé na jaca! Acho que se tivesse cortado algumas partes o filme seria nota 10. Não, vai, 9…

    Mas se funcionar pra tirar a anta acéfala do poder americano já vale, heheh…

  3. Renata says:

    AHHH… EU AINDA NÂO VI!!!! Essa é uma coisa que vivo me perguntando: como vou conseguir viver de novo em Santarém esperando milhões de séculos pros filmes chegarem no cinema? Quer dizer, qdo chegam né! Licença que preciso ir correndo me atualizar porque perdi coisa demais em 1 mês.

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